sábado, 2 de outubro de 2010

Diário de Uma Noite Vazia

O mundo dorme!
Talvez muitos estejam acordados
Com seus sentidos dormentes

Enquanto o mundo dorme
Vou me remoendo
Com questões que não me tiram do quarto
Eu vago no vazio que há em mim
E um medo me toma
Não medo de algo que me possa acontecer
É um temor que sussurra
Que a solidão noturna
Pode revelar em mim
Coisas que não acredito me pertencerem

Estou só!
Saio em busca de algo a me completar
Só resta a superficialidade
O mundo está oco
Pessoas vazias procuram como zumbis
Algo a satisfazê-las
Sigo a tendência...

Em vão meus dedos tocam
O contorno de alguma boca
Que sem paixão me toma
Eu me entrego:
Agora um iceberg de sentimentos

Corpo e alma desunidos
Em uma distorção de ações
E contradições de opiniões
O corpo sede
Mas a alma logo reclama
A morte do meu ser

Com o ato concluso
Retorno ao meu quarto
As paredes cobram
A explosão que fui buscar

No vazio do meu berço
Enquanto o mundo acorda
Abraço o travesseiro
E sou ninada pela solidão

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